
Instrumento estratégico que vai nortear as ações do setor pelos próximos 15 anos
A Empresa Municipal de Habitação
(EMHAB) deu início ao processo de atualização do Plano Local de Habitação de
Interesse Social (PLHIS), instrumento estratégico que vai nortear as ações do
setor pelos próximos 15 anos. A iniciativa busca consolidar diretrizes, metas e
prioridades para enfrentar o déficit habitacional e garantir crescimento urbano
planejado.
O PLHIS é considerado um dos
principais pilares da política pública de habitação, pois estabelece o
diagnóstico da realidade local, identifica demandas reprimidas e define
estratégias para ampliar o acesso à moradia digna, especialmente para famílias
de baixa renda.
De acordo com o
diretor-presidente da EMHAB, Airton Ramos, a atualização do plano é uma etapa
fundamental para garantir decisões técnicas e sustentáveis. “Precisamos
trabalhar com dados críveis e atualizados para que decisões importantes sejam
tomadas com responsabilidade. A expansão dos conjuntos habitacionais deve
ocorrer de forma ordenada, respeitando o planejamento urbano e contribuindo
efetivamente para a diminuição do déficit habitacional. O plano é o nosso norte
estratégico para os próximos anos”, destacou.
Projeto já tramita na Câmara
A matéria deu entrada ontem no
plenário da Câmara Municipal. O Projeto de Lei 195/2026, do Executivo, busca
realocar o orçamento de R$ 300 mil da Empresa Municipal de Habitação (Emhab), a
fim de atender as despesas com contratação de uma empresa especializada para a
elaboração do Plano Municipal de Habitação de Interesse Social, por meio da
Associação dos Municípios do Nordeste de Santa Catarina (Amunesc).
A vereadora Terezinha Dybas
lembra que o plano atual vence em 2027. “Todos os municípios que queiram
participar de programas do Governo Federal, como o ‘Minha Casa, Minha Vida’ ou
outros programas envolvendo a Habitação, precisam conter o Plano Municipal de
Habitação de Interesse Social. Esse plano vence em 2027 e, desde já, é
necessário iniciar a atualização”, citou a vereadora e líder de governo.
A expectativa é que, com
planejamento técnico e visão estratégica, a cidade avance na redução do déficit
habitacional e amplie o acesso à moradia digna, promovendo desenvolvimento
urbano com responsabilidade social.